A rotina de Elon Musk

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Em um TED Talk recente, Elon Musk, o fundador da Tesla e da SpaceX, revelou casualmente que gasta cerca de 2% a 3% de sua semana de trabalho em seu mais recente empreendimento, a Boring Company. Michael Coren, do site de notícias Quartz, foi atrás de entrevistas e perfis de Musk para entender como ele divide seus dias, enquanto ainda consegue dormir seis horas ou mais por noite.

"Se você é Elon Musk, talvez tenha passado a semana administrando duas empresas multibilionárias, três negócios laterais, sonhando acordado com Marte, esticando o tempo para ver cinco filhos e talvez até desfrutando de um jantar romântico", escreve Coren. "A agenda de Musk tem sido objeto de fascínio por anos."

Primeiro, o óbvio. O chefe da Tesla e da SpaceX gasta a amior parte de seu tempo administrando empresas. Sua dedicação já foi até maior do que é hoje. Musk teria reduzido sua semana de trabalho de uma extenuante maratona de 100 horas (logo depois de lançar suas empresas) para uma jornada "mais tolerável" de 80 a 90 horas por semana.

"O sono, no entanto, revelou-se essencial", nota Coren. Sua rotina é levantar às 7 da manhã e ir para a cama depois da uma da madrugada. Isto o deixa com a seguinte divisão para seus dias, entre trabalho (12,1 horas), sono (6 horas) e vida pessoal (5,9 horas). Nos Estados Unidos, a média é a seguinte: trabalho (6,3 horas), sono (7,8 horas) e vida pessoal (9,9 horas).

Kanban pessoal

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“Kanban pessoal”. O nome, claro, faz referência ao conceito japonês que o inspirou - um processo de fabricação just-in-time desenvolvido na Toyota no final da década de 1940. James Benson, um ex-planejador urbano baseado em Seatle, adaptou o sistema para reduzir a sobrecarga emocional inerente às nossas tentativas de fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Ou, como define um artigo no site de notícias Quartz, “um sistema de gerenciamento de tempo que explode o mito da multitarefa”.

“Multitarefa é provavelmente a habilidade mais superestimada na vida moderna. Drena seu cérebro de glicose oxigenada que poderia ser usada para prestar atenção mais focada, torna difícil para uma pessoa alternar entre tarefas e geralmente é uma ilusão de qualquer maneira”, escreve Lila MacLellan, repórter do Quartz. “Apenas 3% da população é ‘supertasker’, de acordo com um estudo da Universidade de Ohio. O resto de nós apenas finge ser.”

Jamens Benson, autor de “Personal Kanban: Mapping work-navigating life”, disse ao Quartz que o kanban industrial era uma maneira para a Toyota evitar a superprodução. Já o kanban pessoal trabalha com dois princípios: visualize seu trabalho e limite seu número total de trabalhos em andamento. Eis o método:

Narciso, o patriarca empresário

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Já escrevi sobre líderes psicopatas e vários outros tipos de chefes tóxicos ou simplesmente sem noção, mas não canso de me surpreender com a amplitude dos estragos que administradores com neuroses não tratadas são capazes de provocar. 

A mais recente aparece no livro Sucessão ou Morte da Empresa Familiar?, do consultor Nelson Cury Filho, que chega às livrarias no dia 16 de agosto. O drama aqui é o narcisismo de certos fundadores em empresas familiares.

Cury é especialista em negócios geridos por famílias e passou dois anos estudando esse perfil de empresário. Em parte, para compreender melhor porque, no Brasil, 70% das empresas familiares não chegam à segunda geração. Sucessão ou Morte  é uma ampliação de sua dissertação de mestrado no Insead, aprovada em 2016. Sustenta que o maior risco a ser enfrentado por uma empresa familiar durante um processo de transição é, possivelmente, a forma como pensa e age o seu fundador.

Entrevista de Alexandre Teixeira no Programa do Jô