Para entrar em fluxo com mais frequência

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Ainda nos anos 1970, duas décadas antes da criação da psicologia positiva, Mihalyi Csíkszentmihályi , um psicólogo húngaro, cunhou o conceito de flow (estado de fluxo): estar tão envolvido no que se faz que nada mais parece importar. Nas palavras dele, flow é aquele estado mental em que estamos "tão imersos em um sentimento de foco energizado, envolvimento total e prazer (...) que perdemos a sensação de espaço e tempo". Na semana passada, o blog do site de aplicativos de produtividade Zapier publicou um guia com cinco passos para entrar em estado de fluxo. Parte dele é inspirado por um paper de 2014 de Csíkszentmihályi, segundo o qual existem critérios específicos que devem ser atendidos para que você possa entrar em fluxo:

1. Você deve ter metas claras e sensação de progresso.

2. Sua tarefa deve fornecer feedback claro e imediato.

3. Você deve estar em equilíbrio entre os desafios da tarefa em questão e suas próprias habilidades.

"Out-of-office reply"

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Tim Herrera, editor da sessão "Smarter Living" do New York Times publicou uma bela newsletter sobre o que escrever em seu "out-of-office reply", mensagem automática que seus interlocutores recebem quando lhe mandam e-mails durante suas férias.

Herrera cita um texto sobre o tema, "The art of out-of-office reply", de Emily Gould, publicado no próprio NYT há dois anos. A matéria trata do difícil equilíbrio entre deixar claro que você está de férias e mostrar que você é um profissional responsável.

"Por um lado, gostaríamos de nos retirar totalmente do escritório e libertar nossas mentes para vagar", afirma Herrera. "Mas, com isso, às vezes vem uma sensação persistente de medo, à medida que nossa caixa de entrada se enche de mensagens não lidas de colegas: se estou muito indisponível, eu vou ser... esquecido? As pessoas vão achar que eu não sou confiável?"

As três abordagens de deep work

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John Freeman, autor de The Tyranny of E-Mail, diz que o trabalhador americano médio é distraído mais de 11 vezes por hora, principalmente por e-mail. Não conheço dado similar para trabalhadores brasileiros, mas temo que seja algo bem parecido.

Já mencionado aqui, o livro de Cal Newport, Deep Work, oferece sugestões úteis sobre como podemos atravessar o ruído e os pedidos constantes de atenção para melhor dedicar grandes pedaços dos nossos dias a um trabalho focado. Nesses períodos, desligamos e-mails e mídias sociais, asseguramos que não seremos distraídos pelos outros e focamos em tarefas importantes.

Existem três modos de praticar deep work:

1. A abordagem monástica. "Retire-se do mundo e concentre-se exclusivamente em seu esforço. Mark Twain usava esta abordagem ao escrever; usava seu pequeno galpão, onde se fechava para o mundo e devotava todo o seu foco ao trabalho", resume Thomas Anderson, em artigo publicado pelo site de notícias Business Insider.

2. A abordagem bi-modal. "Em vez de passar seu dia inteiro em isolamento, divida seu dia em dois. Um período pode ser passado com e-mail e mídias sociais desligadas, em trabalho profundo; o outro, trabalhando normalmente", ensina Anderson.

3. A abordagem rítmica. "Esta é a melhor para quem não tem muito tempo disponível. Aqui você bloqueia períodos mais curtos, de 90 minutos, para o trabalho focado", escreve Anderson.

 

Entrevista de Alexandre Teixeira no Programa do Jô